A guerra pela razão!

Postado em 28 de abril de 2018

 

Para defender os nossos tão honestos políticos, no meio de uma metástase social,eis o “brotar” de excelentes promotores, magistrados, cientistas políticos, videntes, especialistas em segurança pública e candidatos a Prêmio Nobel da paz por toda parte.

 

Mesmo que não se tratasse de uma pergunta com óbvia retórica, sim, claro que se trata de uma oportuna ironia.

 

Bem dizia Sigmund Freud; “Nunca tenha a certeza de nada, porque a sabedoria começa com a dúvida”.

 

No entanto, não é bem o que ocorre nos dias de hoje, principalmente nas redes sociais. A dicotomia é evidente e de forma explícita, mostra uma faceta antes não presenciada, a de pessoas afirmando serem donas de uma verdade absoluta, que impossibilita qualquer forma inteligente de se discutir algo, propondo boas soluções para o nosso país.

 

Guerras são travadas entre “coxinhas” e “petralhas” para ver quem têm mais razão e a maior capacidade de ofender o outro. E é nesse contexto que surgem os profissionais ironicamente descritos no início desse texto. “Amizades” são desfeitas num piscar de olhos, simplesmente por não aceitarem a verdade que o outro impõe. É a mania que todo fanático têm de achar que está certo.

 

É cansativo e triste ver que as pessoas falam menos de amor para se dedicar mais ao ódio, na mesma proporção que se aponta mais o dedo sem trazer uma coerente solução para questões em comum.

 

Simpatizantes de várias legendas “puxam a faca” ferrenhamente para defender os seus políticos de estimação, sem nem ao certo saberem o que é um devido processo legal que investiga, processa e julga. E esses mesmos que defendem e exigem honestidade de seus representantes, são aqueles que, na rotina do seu dia, praticam pequenas fraudes cotidianas, ahhh…simples pecados de um mortal tupiniquim!!!

 

Sim, o momento é turbulento, mas só espero que, de tudo isso que nos aflige, possamos tirar algo de bom, algo positivo para o nosso futuro.

 

Se a maioria dos políticos que aí estão, fazem parte de uma corrupção institucionalizada, nos resta pesquisar mais antes de digitar na urna, bem como confiar que dias melhores virão, e isso depende exclusivamente de nós. Não nos matemos para defender quem não nos defende.

 

O senso de união e honestidade deve começar por aquela pessoa que você vê no reflexo do espelho. Se a classe política não é capaz disso, seja você capaz.

 

Em tempo, fica o pensamento de William Shakespeare, que deveria ser a forma de todos brasileiros pensarem: – “Nenhuma herança é tão rica quanto a honestidade.”

 

Sidnei Eclache
sidneieclache@hotmail.com

 

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