Copa 2014 – É o futebol voltando pra sua casa

Postado em 05 de junho de 2014

 

Eu nem sabia bem o que era tudo aquilo. Apenas vibrava embalado pela massa tupiniquim que se movia pelas ruas embandeiradas de verde e amarelo, cantando com cada gol marcado e roendo as unhas com as jogadas mágicas daquele futebol envolvente e lindo.

 

1982, eu, com apenas 8 anos presenciava umas das maiores seleções que já existiram em todos os tempos. Valdir Peres, Junior, Falcão, Sócrates brasileiro, Zico fenomenal, Toninho Cerezo, Serginho, Edinho, Dinamite e muitos mais. A seleção que até hoje poucos se conformam de não ter trazido a taça pra casa, pois era a grande favorita.

 

Uma época diferente, em que jogadores de futebol se preocupavam um pouco mais com sua pátria e menos com os seus bolsos. Claro que, se sustentar é digno e necessário, mas sabem? Era tudo tão diferente naquela época pós-pelé. As questões sociais através da ditadura que se enfraquecia frente a iminente necessidade de democracia e a seleção canarinho que se amadurecia através de um grupo compacto e sólido que já não era tão necessitado do talento do Pelé, mas que, infelizmente não nos trouxe o Tetra.

 

Poucos dias nos separam do mega-evento chamado “Copa do Mundo”. É o futebol que volta à sua pátria fanática pelo jogo das quatro linhas, é o mundo que, durante trinta dias vai conhecer um pouco mais de uma pátria, que apesar de tanto sofrer pelas irresponsabilidades públicas, ama o futebol e a sua rica história.

 

Lindos estádios, evento meteórico, turistas chegando. Estamos num momento especial em que dúvidas sobre os gastos da Copa vem à tona e o legado que a mesma deixará nos desacredita. Que ocorram sim os protestos, mas sem quebrar o patrimônio alheio, nem maltratar pessoas que nos visitam. Pintemos sim as caras mostrando ao mundo o quanto amamos nosso país. A mensagem de revolta pode sim ser dada, porém, com responsabilidade e coerência coletiva.

 

Não adianta nada “Black-Blocks” baderneiros, que não nos representam. O que de fato, precisamos é fiscalizar dia-a-dia os gastos do governo, tentando também não sofrer da amnésia repentina que ocorre na época das eleições, respondendo através do voto a revolta que é demonstrada na rua. Protestos são válidos, desde que sejam em nome da democracia, e não em nome de interesses políticos e de vândalos sem noção.

 

Independente de tudo, dia 12 de junho entraremos pra história novamente. Que nos 90 minutos de cada jogo, possamos vibrar e nos emocionar com a grande paixão nacional que é o futebol. Que os 200 milhões possam gritar freneticamente com cada gol marcado e que, esses mesmos cobrem severamente a prestação de contas de tudo que foi construído após a Copa, fazendo valer o esforço do nosso trabalho.

 

É amigos. É o futebol que está voltando pra casa!!! Com pitadas de emoção, pois o povo acordou!!!

 

 

Sidnei Eclache

sidneieclache@hotmail.com

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