Dinheiro ou felicidade? O que é mais importante?

Postado em 13 de junho de 2013

 

 

Ter filhas lindas, formosas, inteligentes e com saúde deveria ser o desejo de muitos pais e mães. Só que o desvio de interesses que ocorre no decorrer do trajeto, é o que me chama a atenção. Difícil é muitos admitirem isso. Seria a novela global apenas uma mera ficção?

 

A polêmica instaurou-se nos últimos dias com relação ao papel de Elizabeth Savalla na novela da Rede Globo, “Amor à Vida”. A personagem Márcia, interpretada pela veterana atriz é uma ex-chacrete que tem na sua filha Valdirene (Tatá Werneck) um trunfo para fisgar algum bom partido (empresários, cantores, jogadores de futebol, etc). Embora eu tenha achado inadequada a utilização do termo “ex-chacrete” pela pejoração, meu foco é outro. Não vou tecer críticas ao autor, pois é direito dele escrever da forma como achar conveniente, se é certo ou não é outra questão.

 

Nossa sociedade, às vezes parece conviver numa cortina de fumaça onde ninguém quer enxergar um palmo à frente do nariz. Alguns pais, mães, colocam como desculpa querer um futuro melhor para as filhas dizendo que, se elas se casarem com um figurão, um bom partido, tudo será melhor em suas vidas. Torcem o nariz quando percebem que suas filhas se apaixonam por algum simples trabalhador, operário, ou alguém hierarquicamente, segundo eles, desprivilegiado na escala social, nem sequer importando se lhes traz ou não felicidade. Isso é um fato, pois nesses meus 38 anos de vida já presenciei muito disso.

 

O que a novela das nove retrata, nada mais é do que a realidade que acontece em muitas famílias brasileiras. Sem querer dar uma conotação machista e unilateralizada às mulheres, muitas mães, com dotes empresariais, vêem nas filhas uma grande oportunidade de negócio. Numa sociedade em que se critica a prostituição, é uma grande demagogia discriminar uma classe, quando se pratica de forma velada a mesma função. Direcionar à filha somente para homens com dinheiro é o quê? Que nome se dá à isso?

 

Polêmicas à parte, fica minha dúvida com relação ao que realmente importa. A felicidade genuína ou o dinheiro? Por qual motivo o dinheiro ainda move a nossa sociedade?

 

Qual é o real valor de um relacionamento quando o que se busca em questão é o dinheiro, poder, status? Como nos posicionamos quando a própria célula familiar nos ensina que o que realmente importa é o dinheiro?

 

 

 

Sidnei Eclache

sidneieclache@hotmail.com

(21) 8175-5448

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