O desejo do proibido

Postado em 08 de agosto de 2013

 

 

Os mcs do funk “proibidão” que arrebatam os corações das jovens, os traficantes dos morros que ostentam ao seu lado as belas patricinhas da zona sul, as garotas “periguetes” com suas formas abusadas de se vestir e agir que desbancam as certinhas atraindo para si vários aficcionados, os homens que maltratam e desprezam, os que as submetem ao perigo, as mulheres que desandam a vida de certos homens. Coisas erradas, homens errados, mulheres questionáveis. Por qual motivo tudo isso atrai?

 

Quando crianças, aprendemos que dedo na tomada não pode. Quando velhos, descobrimos que doce demais faz mal, e o que mais se vê? Crianças metendo o dedo onde não se deve, e idosos comendo guloseimas escondido dos filhos e netos ignorando o perigo do diabetes. É a sistemática da vida, independente da idade, pois é tudo questão de uma cronologia inevitável, mas o resultado é sempre o mesmo, adoramos o proibido. Mas por quê esse fascínio é constante?

 

Durante a vida passamos por momentos e situações que nos coloca em perigo. Mesmo com os avisos preventivos dos nossos próximos, insistimos em errar, pois na maioria das vezes em que nos colocamos em perigo, é por algo que de fato queremos, quer sejamos crianças, jovens, adultos ou idosos. O perigo nos apaixona, nos prende e nos atrai como imã para as garras do que, em muitas vezes beira o emocionante, e nos traz uma adrenalina sem igual, que diria minha amiga Camila na vida real e a Paloma da novela, e isso, e de forma sistemática, também beira o perigo, que aliás, é irmão gêmeo da emoção.

 

Perigo, mas que palavra antagônica, pois a mesma absorve um caráter tenso e reprovável, mas ao mesmo tempo traz para si, emoção, lembranças marcantes, paixões irresponsáveis.

 

Paixão, palavra de significado amplo que traduz para si algo que, mesmo que sendo inexplicável, é a essência e motivo de viver de muitas pessoas. É o que explica os devaneios e insanidades praticadas por muitos. Amor, sublime amor que faz rir, sonhar e destruir, pois lembrem-se; estamos falando do “proibido”, nessa atmosfera entra o amor bandido, que em tese, não deveria ser vivido, mas assim ele é, pois esse é o que marca, o que faz a lembrança arder em chamas, que fica pra sempre no coração e na mente dos que insistem em não admitir que é o amor cafageste que marca a vida de muitos. Afinal, quer aceitem ou não, são com os mocinhos(as) que todos(as) se casam, mas são os vilões(ãs) e cafajestes que marcam nos filmes e na vida real.

 

Lex Luthor ou Superman, Bat-man ou Coringa, quem fascina mais? Quem dá mais emoção à trama? Quem fica na lembrança? O que maltrata ou o que faz tudo certinho? Resistam as mulheres ao tal James Bond ou resistam os homens à Sra Smith de Angelina Jolie.

 

Qual pessoa que mais lhe marcou? A que te deu o amor certinho ou a que lhe proporcionou um inesquecível amor bandido?

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Sidnei Eclache

sidneieclache@hotmail.com

(21) 8175-5448

 

 

 

 

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