{"id":26249,"date":"2016-07-10T07:00:22","date_gmt":"2016-07-10T10:00:22","guid":{"rendered":"https:\/\/gilfuentes.com.br\/novo\/?p=26249"},"modified":"2016-07-08T13:03:53","modified_gmt":"2016-07-08T16:03:53","slug":"entrevista-com-brancco-langlada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilfuentes.com.br\/novo\/entrevista-com-brancco-langlada","title":{"rendered":"Entrevista com Brancco Langlada"},"content":{"rendered":"<p><b>Como surgiu o seu interesse pela m\u00fasica?<\/b><\/p>\n<p><b>Brancco Langlada \u2013<\/b> Da fam\u00edlia de m\u00fasicos. Sempre tive \u00f3tima escola cultural musical, pai baterista, tios violonistas e uma curiosidade enorme por entender o porqu\u00ea daquela arte fazer aquele rebuli\u00e7o nas sociedades e ao mesmo tempo no \u00edntimo das pessoas. Dessas curiosidades, sobre a m\u00fasica e musicalidade veio o interesse pelo executar instrumentos. Minha av\u00f3 Anita Penteado, catedr\u00e1tica do kardecismo, dizia que minha escolha por reencarnar nesta fam\u00edlia havia sido esta: a afinidade com um bando de m\u00fasicos, artistas e anarquistas que se ajuntavam naquela casa. Mas com certeza depois de adulto, optar pela m\u00fasica como forma de expressar minha arte foi algo inerente a minha vontade. Por qu\u00ea? N\u00e3o sei. Para qu\u00ea? Estou prestes a descobrir.<\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p><b>Quais s\u00e3o suas influ\u00eancias?<\/b><\/p>\n<p><b>Brancco \u2013<\/b> Eu me lembro de balbuciar JouJoux Balangandans com tr\u00eas anos de idade e naquelas melodias sussurradas por Jo\u00e3o Gilberto nas fitas K7 do Opala do \u201cSeu Jo\u00e3o\u201d, que diga-se de passagem o bom gosto musical foi das poucas boas coisas que meu pai me incutiu. Aos nove anos de idade eu chorei por n\u00e3o conseguir ir ao show do Kiss antes do Rock n Rio I, cresci ouvindo Tom Jobim, Rita Lee, Thelonious Monk, com 14 anos eu amava Beny Goodman e Big Bands, por influ\u00eancia da minha av\u00f3 Theresinha Langlada aprendi a compreender e ouvir os movimentos das obras de Bach, Beethoven, Lizt. Sou ouvidor ass\u00edduo de Iron Maiden, Guns and Roses, Aerosmith, Black Sabbath, muito do Chico Buarque, Milton Nascimento, mas verdadeiramente quem transformou mesmo minha vida musical foi um disco, que ganhei em 1992 chamado Everything Happens to Me &#8211; Chet Baker e Kirk Lightsey trio, quando eu descobri a sonoridade a musicalidade e a genialidade do Chet Baker e toda aquela gera\u00e7\u00e3o de m\u00fasicos intimistas, eu realmente encontrei minha fonte para estudo, inspira\u00e7\u00e3o e aprendizado musical.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Voc\u00ea fez teologia, direito, pedagogia e odontologia. N\u00e3o s\u00e3o \u00e1reas antag\u00f4nicas?<\/b><\/p>\n<p><b>Brancco \u2013<\/b> Teologia foi um curso muito intenso, depois de passar por alguns estudinhos em alguns locais como igrejas, alguns estudos sobre gnose. Minha av\u00f3 Anita Penteado foi instrutora\u00a0 no Centro Esp\u00edrita Caritas em Mogi das Cruzes por 40 anos, ent\u00e3o desde cedo eu lia livros de pessoas como Zibia Gaspareto, psicografias apocal\u00edpticas como um livro que me lembro muito chamado Exilados de Capela, ou A Abadia dos Beneditinos, me fizeram ser curioso com o assunto filosofia minha outra av\u00f3 me dava textos do Kant e textos do Voltaire. Quando j\u00e1 tinha algum conhecimento sobre catolicismo, mormonismo, cultos afro-brasileiros, fui vizinho do Padre Marc\u00edlio, conhecido por sua literatura sobre sincretismo religioso. Li bastante e mais ainda por mim mesmo e quando pensei que sabia alguma coisinha descobri que n\u00e3o tinha no\u00e7\u00e3o nenhuma de nada, ent\u00e3o me decidi por procurar uma universidade e me identifiquei muito com o Instituto Presbiteriano Makenzie, como disse curso muito intenso infelizmente n\u00e3o o conclu\u00ed, continuo sem saber de coisa nenhuma, mas tenho no meu peito os anos e as instru\u00e7\u00f5es que recebi dos mestres de l\u00e1. Li aprendi a enxergar um ser como humano, entendi que mau cheiro e condi\u00e7\u00e3o social ruim n\u00e3o \u00e9 privil\u00e9gio de campanha publicit\u00e1ria. Aprendi ali que um abra\u00e7o amigo desinteressado vale mais que um chocolate fino na frente da lareira de uma vida vazia. O Direito \u00e9 um curso que deveria ser ensinado no ensino m\u00e9dio. Para quem estudou livros como Leviticus e N\u00fameros (do Pentateuco) compreende que o CPC (c\u00f3digo do processo civil) tem por onde ser como \u00e9 (risos). Sinto muito n\u00e3o ter conclu\u00eddo o curso de Direito. Mas como autodidata os conhecimentos que adquiri ali me s\u00e3o \u00fateis at\u00e9 hoje. S\u00f3 n\u00e3o me arrependo de ter desistido do curso de Pedagogia, e n\u00e3o digo isso pelos mestres, mas sim pelos alunos. Odontologia foi o meu auge do desespero de querer cuidar das pessoas, acho que eu andava carente, querendo cuidar tanto de quem precisava de cuidado, carinho, atendimento, que eu me lembro que no primeiro semestre eu j\u00e1 estava enfiado na cl\u00ednica da universidade.\u00a0 Essa necessidade de ensinar, cuidar \u00e9 algo que talvez tenha herdado das minhas av\u00f3s, pois que uma lecionava franc\u00eas no Instituto de Educa\u00e7\u00e3o Washington Luis e a outra kardecismo no Caritas. (Risos) Ali\u00e1s todas as m\u00fasicas do meu novo LP t\u00eam essa alcunha: transmitir algo que preste para que quem receba esse algo o receba e construa algo de valor, que o melhore da posi\u00e7\u00e3o anterior, chamo de m\u00fasica positivista. Vou patentear (Risos).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Voc\u00ea toca v\u00e1rios instrumentos. \u00c9 autodidata? Como assim?<\/b><\/p>\n<p><b>Brancco \u2013<\/b> N\u00e3o me digno a dizer que toco. Quem me dera. Eu estudo bastante, e tenho uma boa no\u00e7\u00e3o do que eu fa\u00e7o. Mas como me perguntou, sim eu ensino a mim mesmo, infelizmente meus pais n\u00e3o tinham condi\u00e7\u00e3o de me dar instrumentos musicais qui\u00e7\u00e1 pagar um cursinho ou um professor particular, ent\u00e3o tive que me virar eu mesmo. Lendo bastante, procurando sempre uma orienta\u00e7\u00e3o aqui, outra ali mas principalmente eu sempre tive a sorte de tocar com m\u00fasicos muito bons, ent\u00e3o quando eu percebi que sabia tocar o contra baixo eu sa\u00ed tocando o contra baixo, mas a\u00ed eu estudava baixo no meu viol\u00e3o e percebi que se estudasse bem o viol\u00e3o eu tocaria bem o contrabaixo, e ent\u00e3o saquei que para pular do viol\u00e3o para guitarra era um \u201cpulin\u201d, ent\u00e3o o piano e a bateria se fizeram necess\u00e1rios, quando eu fui morar no interior de S\u00e3o Paulo e fiquei de 2009 a 2014 gravando um set de 30 m\u00fasicas que s\u00e3o o meu primeiro disco, que est\u00e1 dispon\u00edvel online. Sempre dividi meus conhecimentos com quem quisesse, tivesse dinheiro para pagar minhas aulas ou n\u00e3o. O conhecimento n\u00e3o \u00e9 meu, meu dever \u00e9 transmitir a todos ao meu redor para que compartilhemos e fa\u00e7amos um bem maior com aquele conhecimento. N\u00e3o \u00e9 assim com a tal da internet? Eu penso que a vida deveria ser assim: um compartilhar intenso, afinal ningu\u00e9m \u00e9 um planeta isolado num universo solit\u00e1rio, por mais que voc\u00ea se isole, no seu conhecimento ou na sua ignor\u00e2ncia, voc\u00ea s\u00f3 cresce quando se estica e encosta no outro e descobre seus limites e suas capacidades.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Como nascem suas composi\u00e7\u00f5es?<\/b><\/p>\n<p><b>Brancco \u2013 <\/b>Nascem das influ\u00eancias filos\u00f3ficas que eu tenho. Leio muito Pond\u00e9, os livros do Cortella s\u00e3o legais, sou admirador de pessoas como DR Russell Shedd, li muitos Watchman Nee, estudo Nietze, Martin Heidegger, e sou leitor inveterado da B\u00edblia, leio gosto muito e aprendo demais ali. Tive a sorte de crescer frequentando a biblioteca Benedito Servulo de Santana, que era situada no Casar\u00e3o do Carmo, ali pude ler toda s\u00e9rie enrola e desenrola, s\u00e9rie vagalume, e muitos, mas muitos autores e est\u00f3rias que formaram e formam at\u00e9 hoje a pros\u00f3dia das minhas poesias, e transformam os ensinamentos das m\u00fasicas em textos mais legais de se cantar junto ao se ouvir, afinal eu n\u00e3o falo sobre flores e borboletas apenas nas minhas can\u00e7\u00f5es. \u00a0Este \u00e1lbum As Mais Sinceras tem como inspira\u00e7\u00e3o a Gera\u00e7\u00e3o Beatnik que fala muito mais sobre falta de car\u00e1ter social do que coelhinhos e fadas propriamente ditos. (risos) Para esta obra estou me utilizando muito de Bukowski, Alen Grinsberg, que faria 90 anos esse ano, Jack Kerouac, The Doors, Animals, e esse meio a\u00ed&#8230; Tem que ouvir para entender melhor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/gilfuentes.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/Foto-2-Brancco-Langlada.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-26251\" alt=\"Foto-2-Brancco-Langlada\" src=\"https:\/\/gilfuentes.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/Foto-2-Brancco-Langlada.jpg\" width=\"349\" height=\"528\" srcset=\"https:\/\/gilfuentes.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/Foto-2-Brancco-Langlada.jpg 349w, https:\/\/gilfuentes.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/Foto-2-Brancco-Langlada-165x250.jpg 165w\" sizes=\"auto, (max-width: 349px) 100vw, 349px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Tem algum g\u00eanero musical que te inspira mais?<\/b><\/p>\n<p><b>Brancco \u2013<\/b> Me inspira o g\u00eanero musical que seja verdadeiro, que tenha verdade e profundidade. Que seja um tambor de lata tocado por um semi analfabeto ou que seja um xilofone tocado pelo Maestro Roberto Saltini num quarteto de m\u00fasica de c\u00e2mara, se for verdadeiro, sem mentira, sem falsidade ou m\u00e1 inten\u00e7\u00e3o, m\u00fasica que n\u00e3o seja mercen\u00e1ria, essa sim me inspira. Me chateia um pouco essas porcarias &#8220;fabricadas&#8221; por produtoras que n\u00e3o transmitem nada al\u00e9m de uma onomatopeia rid\u00edcula tipo tchere tcher\u00ea xur\u00fa xur\u00fa ber\u00ea ber\u00ea e por a\u00ed vai, essas inven\u00e7\u00f5es visam bestializar o ouvinte a uma filosofia vazia, sem conte\u00fado, a m\u00fasica \u00e9 at\u00e9 de qualidade&#8230;guitarras caras, est\u00fadios top, m\u00eddia milion\u00e1ria&#8230; Mas ensina o qu\u00ea? Transmite o qu\u00ea? Mau exemplo? Sexo? Pervers\u00e3o???<\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p><b>Voc\u00ea vai gravar o disco \u201cAs Mais Sinceras\u201d, no Est\u00fadio Municipal de Mogi das<\/b><\/p>\n<p><b>Cruzes. Como surgiu este projeto?<\/b><\/p>\n<p><b>Brancco \u2013<\/b> O Projeto As Mais Sinceras surgiu da vontade de dar um grito pelo bom car\u00e1ter e pelo positivismo pelo fim da polariza\u00e7\u00e3o e pela unifica\u00e7\u00e3o do ser com o humano, agregado a isso uma vontade imensa de resgatar a verdadeira m\u00fasica popular brasileira como ferramenta de est\u00edmulo ao bom car\u00e1ter do brasileiro, feita por pessoas que vivem de m\u00fasica e fazem m\u00fasica brasileira, como nosso arranjador Paulo Higa, com mais de 50 anos de carreira musical, uma honra pra n\u00f3s, como ter Flavio Dias de Oliveira dirigindo os shows, dirigindo o making of e em v\u00e1rias parcerias nas letras das m\u00fasicas&#8230;. \u00c9 para eu estar feliz ou n\u00e3o?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>O seu projeto foi aprovado pela Lei de Incentivo \u00e0 Cultura de Mogi das Cruzes. Foi<\/b><\/p>\n<p><b>dif\u00edcil?<\/b><\/p>\n<p><b>Brancco \u2013 <\/b>N\u00e3o foi dif\u00edcil, os tr\u00e2mites s\u00e3o burocr\u00e1ticos. \u00c9 necess\u00e1rio ter experi\u00eancia e principalmente n\u00e3o ter pregui\u00e7a de estudar leis e decretos. No caso do \u00e1lbum As Mais Sinceras foi uma aprova\u00e7\u00e3o simples porque o projeto foi elaborado seguindo filosofia de trabalho, sob diretrizes e regras para que o conte\u00fado tivesse verdadeiro valor cultural e principalmente interesse p\u00fablico. Afinal desenvolver projeto para gastar dinheiro p\u00fablico qualquer um faz, mas, e fazer projeto que verdadeiramente tenha efici\u00eancia cultural e interesse p\u00fablico? Quem tem coragem? Aprovar projeto \u00e9 coisa simples, a lei mogicruzense \u00e9 t\u00e3o bem elaborada, o decreto foi muito bem escrito por gente que conhece e sabe o que est\u00e1 fazendo, por isso a lei \u00e9 simples de entender. Al\u00e9m disso tudo a Secretaria de Cultura de Mogi das Cruzes \u00e9 muito prestativa, o pessoal \u00e9 eficiente e explica tudo tim tim por tim tim, o site \u00e9 intuitivo, tudo \u00e9 acess\u00edvel a todos. Mas n\u00e3o pense que \u00e9 assim oba oba, vamos aprovar projetos. Se engana quem acha que incentivo \u00e9 sin\u00f4nimo de cabide de emprego. Existe uma CAP! Comiss\u00e3o de An\u00e1lise de Projetos, se o seu projeto n\u00e3o tem interesse p\u00fablico n\u00e3o adianta choramingar, dinheiro p\u00fablico \u00e9 muita responsabilidade, n\u00e3o pode ser tratado com leviandade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Quem como uma empresa mogiana pode apoiar este projeto?<\/b><\/p>\n<p><b>Brancco \u2013<\/b> Todos os mogicruzenses que recolhem IPTU e ISS podem destinar facilmente parte do valor pago em tributos a projetos aprovados pela LIC. Chamamos isso de ren\u00fancia fiscal. Funciona da seguinte forma: o interessado procura o administrador do projeto, no caso do \u00e1lbum As Mais Sinceras pode entrar em contato pelo e-mail asmaissinceras@gmail.com e n\u00f3s lhe enviaremos o formul\u00e1rio. Ele preenche e assina, tr\u00eas vias, juntamos certa documenta\u00e7\u00e3o, dos recibos uma via fica com o patrocinador a outra vai para o projeto e a terceira via a Secretaria de Cultura de Mogi das Cruzes encaminha ao setor de contas da Prefeitura de Mogi das Cruzes que faz o repasse diretamente na conta banc\u00e1ria em nome do projeto. O patrocinador n\u00e3o tem que se cadastrar em nada, nem depositar dinheiro em conta de ningu\u00e9m, basta pagar normalmente o seu tributo e encaminhar o comprovante para o projeto. Aqui pelo LIC nos gravaremos 18 m\u00fasicas, 13 de autoria minha, em parceria com Flavio Dias, Percy Aires, Rui Ponciano, Eliezer e Rafa Crazy. Produziremos ainda um dvd do Makin Of da grava\u00e7\u00e3o do disco que ter\u00e1 convidados como \u00c1urea Lombardi, Eli\u00e9zer Ramos, Tania Melo, e mais uma tchurma que vai vir por a\u00ed. S\u00e3o 18 m\u00fasicas. Vai ter bastante gente nessa empreitada, o disco vai ficar do balacobaco! (risos) Tamb\u00e9m pela LIC mogicruzense prensaremos 5 mil CDs que ser\u00e3o distribu\u00eddos gratuitamente nos 10 shows que se seguem pelo Estado de S\u00e3o Paulo<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Paralelamente voc\u00ea teve o mesmo projeto aprovado pelo PROAC-ICMS em S\u00e3o Paulo para fazer 10 shows. Como foi este processo de aprova\u00e7\u00e3o?<\/b><\/p>\n<p><b>Brancco \u2013<\/b> O processo foi ao contr\u00e1rio, primeiro o projeto nasceu com o PROAC ICMS e depois a LIC mogicruzense chegou at\u00e9 n\u00f3s como uma enorme parceira na execu\u00e7\u00e3o e melhoria do projeto As Mais Sinceras, e tamb\u00e9m da necessidade de levar m\u00fasica de alta qualidade musical, com alto valor filos\u00f3fico e cultural a lugares onde eu j\u00e1 vivi e pude detectar que m\u00fasica boa no dia a dia transforma o car\u00e1ter de uma na\u00e7\u00e3o, assim como m\u00fasica ruim destr\u00f3i o car\u00e1ter de uma na\u00e7\u00e3o! Atrav\u00e9s do PROAC ICMS conseguimos aprovar a capta\u00e7\u00e3o de verba para uma tour de 10 shows que circular\u00e1 por dez cidades diferentes dentro do estado de S\u00e3o Paulo, com m\u00fasica positivista de alto teor filos\u00f3fico e usando o construtivismo piagetiano, o qual eu me identifico demais,\u00a0 o governo do estado enxergou o valor cultural e a necessidade de execu\u00e7\u00e3o do \u00e1lbum As Mais Sinceras como forma de transforma\u00e7\u00e3o do car\u00e1ter social, e agora iremos circular por essas dez cidades com esse repert\u00f3rio, os shows ser\u00e3o com entrada gratuita e os ingressos ser\u00e3o distribu\u00eddos em escolas e universidades, ser\u00e3o 500 CDs-ingresso em cada cidade, onde o ouvinte experimentar\u00e1 as guitarras de m\u00fasicos como S\u00f3crates Noronha, que veio do Guaruj\u00e1 e, depois de mais de 20 anos de amizade, n\u00f3s dois vamos dividir os palcos, guitarrista impressionante acompanhado das jovens mas n\u00e3o menos poderosas cordas das guitarras do Nathan Penteado, o Robson Nascimento veio acrescentar na bateria com mais de 15 anos de estrada e o nosso mais rec\u00e9m adquirido na banda o Rennan Soares que se enveredou pelos contrabaixos e tem feito um servi\u00e7o de primeira na banda.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Quem e como as empresas podem apoiar a cultura atrav\u00e9s deste projeto?<\/b><\/p>\n<p><b>Brancco \u2013<\/b> Os shows, diferentemente dos cinco mil CDs, podem ser patrocinados atrav\u00e9s da ren\u00fancia fiscal do ICMS, ou seja, qualquer firma do Estado de S\u00e3o Paulo que recolha ICMS pode destinar uma parte para projetos culturais. Essa modalidade de patroc\u00ednio requer inscri\u00e7\u00e3o no site da SEFAZ. N\u00e3o \u00e9 complicado nem dolorido, n\u00f3s damos todo suporte necess\u00e1rio e ainda veicula a marca do empres\u00e1rio a um projeto s\u00e9rio com profissionais de ponta envolvidos e que com certeza vai trazer simpatia e positivismo as marcas envolvidas. Afinal fazemos um trabalho s\u00e9rio e queremos semear nossas sementes em locais f\u00e9rteis.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b><span style=\"text-decoration: underline;\">JOGO R\u00c1PIDO <\/span><\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Um lugar<\/b><\/p>\n<p>Minha casa<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Um cheiro <\/b><\/p>\n<p>Terra<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Uma cor <\/b><\/p>\n<p>Cobalto<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Um filme <\/b><\/p>\n<p>Posso falar todos do Kurosawa??<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Um livro <\/b><\/p>\n<p>B\u00edblia, ali tem 66<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Um momento <\/b><\/p>\n<p>Quando me enxerguei dentro daqueles olhos, castanhos<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Uma m\u00fasica <\/b><\/p>\n<p>Everything Happens To Me, mas na vers\u00e3o do Kirk Lightsey trio<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Um homem<\/b><\/p>\n<p>Jesus<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Uma mulher<\/b><\/p>\n<p>Minha irm\u00e3 Ana Alice<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Deus<\/b><\/p>\n<p>\u00c9 tudo<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como surgiu o seu interesse pela m\u00fasica? 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