{"id":55178,"date":"2026-03-13T05:54:02","date_gmt":"2026-03-13T08:54:02","guid":{"rendered":"https:\/\/gilfuentes.com.br\/novo\/?p=55178"},"modified":"2026-03-13T05:56:05","modified_gmt":"2026-03-13T08:56:05","slug":"alice-caymmi-revisita-obra-do-avo-com-o-lancamento-do-single-modinha-para-gabriela-nesta-sexta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilfuentes.com.br\/novo\/alice-caymmi-revisita-obra-do-avo-com-o-lancamento-do-single-modinha-para-gabriela-nesta-sexta","title":{"rendered":"Alice Caymmi revisita obra do av\u00f4 com o lan\u00e7amento do single &#8220;Modinha para Gabriela&#8221; nesta sexta"},"content":{"rendered":"<p>Quando ela veio para esse mundo, a m\u00fasica de Dorival Caymmi j\u00e1 fazia parte do imagin\u00e1rio brasileiro, mas ainda n\u00e3o havia encontrado uma voz disposta a reinvent\u00e1-la e adaptar sua linguagem para as novas gera\u00e7\u00f5es. Alice Caymmi, a neta do cantor e compositor baiano, assumiu essa tarefa com coragem e ousadia. Nesta sexta-feira (13 de mar\u00e7o), ela lan\u00e7a o single &#8220;Modinha para Gabriela&#8221;, releitura do tema de abertura da novela\u00a0<em>Gabriela<\/em>\u00a0(1975), marco da teledramaturgia brasileira. A faixa \u00e9 um abre-alas do \u00e1lbum &#8220;Caymmi&#8221;, inteiramente dedicado ao repert\u00f3rio do av\u00f4, previsto para o in\u00edcio de abril.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Longe de uma abordagem reverente ou nost\u00e1lgica, Alice prop\u00f5e uma leitura contempor\u00e2nea da can\u00e7\u00e3o, incorporando balan\u00e7o reggae, elementos de m\u00fasica eletr\u00f4nica e um arranjo que dialoga com a ideia de ancestralidade, em permanente transforma\u00e7\u00e3o. O resultado preserva o esp\u00edrito da composi\u00e7\u00e3o original, mas em sintonia com novas escutas e linguagens sonoras.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;Essa conex\u00e3o \u00e9 fundamental. A obra do meu av\u00f4 \u00e9 eterna, mas n\u00e3o estava sendo eternizada. Os puristas acham que as m\u00fasicas de Caymmi s\u00e3o intoc\u00e1veis. N\u00e3o \u00e9 verdade. Eu trouxe um olhar jovem, atual, que dialoga com o p\u00fablico jovem. O meu av\u00f4 sempre foi conectado com o que acontecia ao redor dele&#8221;, afirma Alice.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Carro-chefe do novo \u00e1lbum, &#8220;Modinha para Gabriela&#8221; tem produ\u00e7\u00e3o de\u00a0<strong>Iuri Rio Branco,\u00a0<\/strong>do\u00a0<strong>selo Daluz M\u00fasica<\/strong>. A parceria refor\u00e7a o car\u00e1ter experimental e contempor\u00e2neo da faixa, ao mesmo tempo em que ancora o projeto em uma escuta atenta \u00e0s ra\u00edzes da m\u00fasica brasileira. O \u00e1lbum revisita cl\u00e1ssicos do cancioneiro de Dorival Caymmi sob o olhar antenado de Alice, incluindo releituras de &#8220;Maracangalha&#8221; e &#8220;Dois de Fevereiro&#8221;. Mais do que um tributo, o trabalho se apresenta como um gesto de continuidade: um encontro entre heran\u00e7a, reinven\u00e7\u00e3o e perman\u00eancia cultural.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone  wp-image-55179\" src=\"https:\/\/gilfuentes.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/2h-5-360x250.jpg\" alt=\"\" width=\"614\" height=\"427\" srcset=\"https:\/\/gilfuentes.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/2h-5-360x250.jpg 360w, https:\/\/gilfuentes.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/2h-5.jpg 734w\" sizes=\"auto, (max-width: 614px) 100vw, 614px\" \/><\/p>\n<p>De fato, o canto de Alice reaparece agora embalado por um arranjo que entende ancestralidade n\u00e3o como relic\u00e1rio, mas como pulsa\u00e7\u00e3o. &#8220;Modinha para Gabriela&#8221; preserva o clima de sedu\u00e7\u00e3o e languidez que marcaram a vers\u00e3o original, mas a insere em outro campo r\u00edtmico e simb\u00f3lico. O balan\u00e7o reggae imprime corpo e movimento; os elementos eletr\u00f4nicos ampliam o espa\u00e7o sonoro; e o arranjo sugere uma ponte entre passado e presente, tradi\u00e7\u00e3o e inven\u00e7\u00e3o. Nada ali soa gratuito. H\u00e1 um entendimento claro de que Caymmi sempre foi, \u00e0 sua maneira, um artista atento ao mundo ao redor \u2014 moderno sem abrir m\u00e3o das ra\u00edzes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;&#8216;Gabriela&#8221; remete \u00e0 minha vis\u00e3o de mundo. Sou mutante e n\u00e3o abro m\u00e3o disso. N\u00e3o \u00e9 \u00e1 toa que escolhi essa m\u00fasica como single. A personagem que Jorge Amado construiu e que meu av\u00f4 cantou tem uma sensualidade natural, uma liga\u00e7\u00e3o com a natureza selvagem. Sempre fui uma mulher in natura, sempre coloquei meu corpo no mundo e no espa\u00e7o. Fa\u00e7o quest\u00e3o da liberdade. Gabriela \u00e9 parte da natureza \u2013 e n\u00e3o algo que voc\u00ea pode ter ou controlar. Ela n\u00e3o pode ser contida nem guardada&#8221;, define a cantora.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O produtor Iuri Rio Branco explica a op\u00e7\u00e3o pelo ritmo jamaicano. &#8220;Em\u00a0<em>Modinha para Gabriela<\/em>, eu pensei um pouco e cheguei \u00e0 conclus\u00e3o de que tinha que ser um reggae. Tem tudo a ver. \u00c9 Brasil, \u00e9 popular, \u00e9\u00a0<strong>fresh<\/strong>\u00a0e impactante. O reggae tem esse poder, essa tradi\u00e7\u00e3o de trazer frescor aos temas j\u00e1 existentes \u2013 e n\u00e3o foi diferente com esta can\u00e7\u00e3o&#8221;, define.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Sobre Alice Caymmi<\/strong><\/p>\n<p>Por tr\u00e1s do sobrenome que ecoa como um pilar da m\u00fasica brasileira, Alice Caymmi construiu uma trajet\u00f3ria marcada menos pela rever\u00eancia ao passado e mais pelo desejo constante de ruptura. Nascida no Rio de Janeiro, em 1990, neta de Dorival Caymmi, filha de Danilo Caymmi e Simone Caymmi, sobrinha de Nana e Dori, ela poderia ter seguido o caminho previs\u00edvel da int\u00e9rprete elegante da MPB tradicional. Preferiu outro rumo: o da inquieta\u00e7\u00e3o est\u00e9tica, da performance intensa e do risco art\u00edstico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Desde a estreia, Alice deixou claro que n\u00e3o pretendia ocupar o lugar confort\u00e1vel de herdeira musical. Seu primeiro \u00e1lbum,\u00a0<em>Alice Caymmi<\/em>\u00a0(2012), revelou uma cantora de voz potente e interpreta\u00e7\u00e3o segura, reconhecida pela cr\u00edtica como um nome promissor. Ali, ela j\u00e1 se destacava pela for\u00e7a vocal e a escolha de repert\u00f3rios e arranjos que fugiam do \u00f3bvio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A sua primeira performance em palco foi aos 12 anos, em show de Nana Caymmi no Canec\u00e3o (RJ). Na mesma \u00e9poca, cantou no trio el\u00e9trico de Margareth Menezes, na Bahia. Em seguida, come\u00e7ou a participar de shows ao lado do pai. Em 2007, cantou no encerramento dos Jogos Panamericanos, no Rio. No ano seguinte, esteve no programa &#8220;Som Brasil \u2013 especial Dorival Caymmi&#8221;, interpretando as can\u00e7\u00f5es &#8220;Nem eu&#8221; e &#8220;S\u00e1bado em Copacabana&#8221;, do av\u00f4. Teve sua composi\u00e7\u00e3o &#8220;Diamante rubi&#8221; inclu\u00edda no CD &#8220;Sem poupar cora\u00e7\u00e3o&#8221;, de Nana Caymmi.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em 2012, fez temporada de dois meses no espa\u00e7o Semente, na Lapa. Nesse mesmo ano, apresentou-se no Espa\u00e7o Cultural S\u00e9rgio Porto e no Teatro Caf\u00e9 Pequeno (RJ). Nesse mesmo ano, lan\u00e7ou seu primeiro disco, &#8220;Alice Caymmi&#8221;, com suas can\u00e7\u00f5es &#8220;Arco da Alian\u00e7a&#8221; e &#8220;Sangue, \u00e1gua e sal&#8221;, ambas em parceria com Paulo C\u00e9sar Pinheiro, &#8220;Rev\u00e9s&#8221;, &#8220;Mater Continua&#8221;, &#8220;\u00c1gua marinha&#8221;, &#8220;Rompante&#8221;, &#8220;Vento forte&#8221; e &#8220;Tudo que for leve&#8221;, al\u00e9m de &#8220;Sarga\u00e7o mar&#8221; (Dorival Caymmi) e &#8220;Unravel&#8221; (Bj\u00f6rk e Guy Sigsworth).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em 2013, foi indicada ao Pr\u00eamio da M\u00fasica Brasileira, na categoria Revela\u00e7\u00e3o, pelo CD &#8220;Alice Caymmi&#8221;. Nesse mesmo ano, apresentou-se no espa\u00e7o Audio Rebel (RJ), dividindo o palco com Rodrigo Campos. Abrindo o show de Mart&#8217;n\u00e1lia, apresentou-se, no in\u00edcio de 2014, no Circo Voador, com uma pr\u00e9via do show &#8220;Doriv\u00e1lia.<\/p>\n<p>No fim de 2014, Alice lan\u00e7ou o disco &#8220;Rainha dos Raios&#8221;, que a projetou nacionalmente. Faixas como &#8220;Homem<em>&#8220;, &#8220;Como V\u00eas&#8221; e &#8220;Meu Mundo Caiu&#8221;\u00a0<\/em>ajudaram a construir sua imagem art\u00edstica: intensa, dram\u00e1tica e vocalmente poderosa. O \u00e1lbum marca o momento em que Alice assume uma persona mais urbana, dram\u00e1tica e perform\u00e1tica, com forte influ\u00eancia do pop alternativo, do rock e de uma MPB mais sombria. A imagem da &#8220;rainha&#8221; ligada a Ians\u00e3 \u00e9 central \u2014 for\u00e7a, instabilidade, desejo e f\u00faria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em 2018 lan\u00e7ou o \u00e1lbum &#8220;Alice&#8221;. O registro contou com participa\u00e7\u00f5es e parcerias in\u00e9ditas com Ana Carolina, Pablo Vittar e Rincon Sapi\u00eancia. O trabalho deu origem \u00e0 turn\u00ea #EuTeAviseiTour, que passou pelo Rio e S\u00e3o Paulo. O material foi composto por nove faixas, sendo oito in\u00e9ditas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em 2019 lan\u00e7ou o CD &#8220;Electra&#8221;, em que ela canta todas as faixas acompanhada apenas de um piano. No repert\u00f3rio, can\u00e7\u00f5es como &#8220;De Qualquer Maneira&#8221; (Candeia), &#8220;Diplomacia&#8221; (Maysa), &#8220;Areia Fina&#8221; (Lucas Vasconcellos), &#8220;M\u00e3e Solteira&#8221; (Elton Medeiros\/ Tom Z\u00e9), &#8220;Medo&#8221; (Reinaldo Ferreira), &#8220;Fracassos&#8221; (Fagner), &#8220;Pelo Amor de Deus&#8221; (Tim Maia), &#8220;Pedra Falsa&#8221; (Paulo C\u00e9sar Pinheiro Mauro Duarte), &#8220;Me Deixa Mudo&#8221; (Walter Franco) e &#8220;Aperta Outro&#8221; (Danilo Caymmi \/ Ana Terra). O show de lan\u00e7amento ocorreu na Sala Adoniran Barbosa, no Centro Cultural S\u00e3o Paulo, com dire\u00e7\u00e3o de Paulo Borges e figurino de Alexandre Herchcovitch.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em janeiro de 2020, Alice lan\u00e7ou o primeiro single do \u00e1lbum, &#8220;A Noite Inteira&#8221;, uma parceria com \u00c0ttoxx\u00e1, escrita por ela, Rafa Dias e Wallace &#8220;Chibatinha&#8221; Carvalho dos Santos. No mesmo ano, a cantora lan\u00e7ou a m\u00fasica &#8220;El\u00e9trika&#8221;, em parceria com as Baianas Ozadas, que fez parte de uma campanha educativa para alertar a popula\u00e7\u00e3o sobre os cuidados a serem tomados para evitar choques el\u00e9tricos durante o carnaval em Belo Horizonte. Em outubro de 2021, lan\u00e7ou seu quinto \u00e1lbum,\u00a0<em>Imaculada<\/em>, com repert\u00f3rio quase totalmente autoral.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><u>Ficha T\u00e9cnica \/ Modinha para Gabriela:<\/u><\/strong><\/p>\n<p>Produzido e arranjado por Iuri Rio Branco<\/p>\n<p>Voz: Alice Caymmi<\/p>\n<p>Bateria, Baixo, guitarra, programa\u00e7\u00e3o e percuss\u00e3o: Iuri Rio Branco<\/p>\n<p>Guitarra adicional: Theo Silva<\/p>\n<p>Trombone e trompete: Doug Bone<\/p>\n<p>Mixagem, masteriza\u00e7\u00e3o e edi\u00e7\u00e3o de voz: Diogo Guedes<\/p>\n<p>Engenheiros de grava\u00e7\u00e3o: Filipe Florido e Diogo Guedes<\/p>\n<p>Gravado em 2025 nos est\u00fadios DaLuz SP<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando ela veio para esse mundo, a m\u00fasica de Dorival Caymmi j\u00e1 fazia parte do imagin\u00e1rio brasileiro, mas ainda n\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":55180,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-55178","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-coluna"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gilfuentes.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55178","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gilfuentes.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gilfuentes.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilfuentes.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilfuentes.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=55178"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/gilfuentes.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55178\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":55184,"href":"https:\/\/gilfuentes.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55178\/revisions\/55184"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilfuentes.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/55180"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gilfuentes.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=55178"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilfuentes.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=55178"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilfuentes.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=55178"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}