{"id":57734,"date":"2026-07-09T15:30:34","date_gmt":"2026-07-09T18:30:34","guid":{"rendered":"https:\/\/gilfuentes.com.br\/novo\/?p=57734"},"modified":"2026-07-08T15:23:20","modified_gmt":"2026-07-08T18:23:20","slug":"espetaculo-voluvel-estreia-no-sesc-ipiranga-com-foco-na-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilfuentes.com.br\/novo\/espetaculo-voluvel-estreia-no-sesc-ipiranga-com-foco-na-amazonia","title":{"rendered":"Espet\u00e1culo Vol\u00favel estreia no Sesc Ipiranga com foco na Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<p>Entre mem\u00f3rias familiares, ancestralidade amaz\u00f4nica e investiga\u00e7\u00e3o c\u00eanica sobre identidade e pertencimento, o espet\u00e1culo\u00a0Vol\u00favel\u00a0estreia temporada no\u00a0Sesc Ipiranga\u00a0entre os dias\u00a024 de julho e 16 de agosto. Com dramaturgia e atua\u00e7\u00e3o de\u00a0Jota Silva\u00a0e dire\u00e7\u00e3o de\u00a0Ven\u00e2ncio Cruz, a montagem inaugura um novo momento da pesquisa desenvolvida pelo coletivo\u00a0Corpo de Macumba, aprofundando quest\u00f5es relacionadas \u00e0 experi\u00eancia cabocla, \u00e0 migra\u00e7\u00e3o e aos modos de resist\u00eancia constru\u00eddos por mulheres historicamente exclu\u00eddas dos registros oficiais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O espet\u00e1culo nasce de uma mem\u00f3ria \u00edntima e ancestral: a hist\u00f3ria de Cabocla Concei\u00e7\u00e3o Maria, av\u00f3 de Jota Silva. Nascida com uma defici\u00eancia f\u00edsica, cresceu cercada por pr\u00e1ticas de cura transmitidas pelos saberes populares da floresta. O ritual realizado por seus familiares para tratar suas pernas ainda na inf\u00e2ncia, torna-se a imagem inaugural da encena\u00e7\u00e3o e o ponto de partida para uma investiga\u00e7\u00e3o que articula mem\u00f3ria pessoal, heran\u00e7a ancestral e processos hist\u00f3ricos mais amplos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ao acompanhar a trajet\u00f3ria de Concei\u00e7\u00e3o Maria, desde sua vida no Norte do pa\u00eds at\u00e9 a passagem pelo garimpo de Serra Pelada, o espet\u00e1culo amplia o olhar para outras experi\u00eancias compartilhadas por in\u00fameras mulheres caboclas da Amaz\u00f4nia e do Norte brasileiro. Mulheres respons\u00e1veis pela preserva\u00e7\u00e3o de conhecimentos, pela sustenta\u00e7\u00e3o de fam\u00edlias e pela transmiss\u00e3o de saberes que atravessaram gera\u00e7\u00f5es, mas que raramente tiveram suas hist\u00f3rias registradas ou reconhecidas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em cena, fotografias ausentes, documentos fragmentados e lembran\u00e7as familiares tornam-se mat\u00e9ria dramat\u00fargica para discutir os mecanismos de invisibiliza\u00e7\u00e3o que atravessam a constru\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria nacional. A partir dessas lacunas,\u00a0<em>Vol\u00favel<\/em>\u00a0busca devolver presen\u00e7a e protagonismo a trajet\u00f3rias frequentemente apagadas da hist\u00f3ria oficial.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A narrativa transita entre autobiografia, mem\u00f3ria coletiva e pesquisa sobre a identidade cabocla, construindo um territ\u00f3rio po\u00e9tico onde experi\u00eancias individuais se conectam a processos hist\u00f3ricos e culturais mais amplos. Ao colocar essas mulheres no centro da cria\u00e7\u00e3o, a montagem evidencia a import\u00e2ncia de seus modos de existir, de seus sistemas de conhecimento, pr\u00e1ticas de cura, espiritualidades e formas de resist\u00eancia como parte fundamental da experi\u00eancia brasileira.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Sobre o Corpo de Macumba<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Corpo de Macumba \u00e9 um coletivo de m\u00faltiplas linguagens anticoloniais. O grupo surge a partir do aquilombamento entre artistas negros, afro-ind\u00edgenas e ind\u00edgenas, em sua maioria LGBTQIAPN+, residentes principalmente nas periferias da cidade de S\u00e3o Paulo. A pesquisa se debru\u00e7a sobre as conflu\u00eancias entre as pautas que atravessam as corpas que o comp\u00f5em, projetando a cria\u00e7\u00e3o de novos imagin\u00e1rios sociais e est\u00e9ticos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Esse aquilombamento se materializou no espet\u00e1culo &#8220;FETO PRETO &#8211; um experimento de macumba para as nossas curas&#8221;, apresentado no Galp\u00e3o Folias, Sesc Carmo, Festival Satyrianas e no projeto The Performance Studio, do Brighton CCA (Inglaterra).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O coletivo fundamenta sua pesquisa nos conceitos de contracoloniza\u00e7\u00e3o, inspirados no pensamento de Ant\u00f4nio Bispo, e de novas possibilidades de afeto, a partir das reflex\u00f5es de bell hooks. Essa investiga\u00e7\u00e3o atravessa territ\u00f3rios de resist\u00eancia, dialogando com espiritualidades de matrizes africanas, mem\u00f3rias ancestrais ind\u00edgenas e pr\u00e1ticas contempor\u00e2neas, ao mesmo tempo em que questiona e subverte narrativas coloniais hegem\u00f4nicas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>SERVI\u00c7O:<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Vol\u00favel<\/strong><\/p>\n<p><em>Com: Jota Silva<\/em><\/p>\n<p><em>Dire\u00e7\u00e3o: Ven\u00e2ncio Cruz<\/em><\/p>\n<p><em>Cria\u00e7\u00e3o: Coletivo Corpo de Macumba.<\/em><\/p>\n<p>De 24 de julho a 16 de agosto, sextas, \u00e0s 21h, s\u00e1bados e domingos, \u00e0s 18h30<\/p>\n<p>Audit\u00f3rio | 16 anos | 60 minutos<\/p>\n<p><strong>Ingressos:\u00a0<\/strong>dispon\u00edveis no portal sescsp.org.br\u00a0ou pessoalmente nas unidades do Sesc S\u00e3o Paulo. Valores: R$50,00 (inteira), R$25,00 (estudante, servidor de escola p\u00fablica, idosos, aposentados e pessoas com defici\u00eancia), R$15,00 (credencial plena).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>SINOPSE<\/strong><\/p>\n<p>Uma neta migra do norte para a cidade grande atr\u00e1s de algo que valha mais que ouro. Sua av\u00f3, cabocla sabedora de curas, constr\u00f3i uma vida de forma vol\u00favel em sua migra\u00e7\u00e3o do Maranh\u00e3o ao Garimpo da Serra Pelada. No meio do caminho, na encruzilhada, um di\u00e1rio aparece onde as duas escrevem juntas as hist\u00f3rias delas e de muitas outras brasileiras.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre mem\u00f3rias familiares, ancestralidade amaz\u00f4nica e investiga\u00e7\u00e3o c\u00eanica sobre identidade e pertencimento, o espet\u00e1culo\u00a0Vol\u00favel\u00a0estreia temporada no\u00a0Sesc Ipiranga\u00a0entre os dias\u00a024 de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":57735,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-57734","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-coluna"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gilfuentes.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57734","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gilfuentes.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gilfuentes.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilfuentes.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilfuentes.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=57734"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gilfuentes.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57734\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":57736,"href":"https:\/\/gilfuentes.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57734\/revisions\/57736"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilfuentes.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/57735"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gilfuentes.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=57734"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilfuentes.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=57734"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilfuentes.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=57734"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}