Brasil Jazz Sinfônica toca clássico do cinema mudo na Mostra

Postado em 19 de outubro de 2026

 

Poucas experiências artísticas conseguem ser tão hipnotizantes quanto assistir a uma obra-prima do cinema mudo embalada pela pulsação de uma grande orquestra ao vivo. Esse encontro mágico entre som e imagem ganha vida nos dias 23 e 24 de outubro, quando a Brasil Jazz Sinfônica sobe ao palco do renovado Teatro Cultura Artística para executar a trilha sonora de Aurora (1927), dentro da programação histórica da 50ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

 

Dirigido pelo mestre expressionista alemão F.W. Murnau — o mesmo gênio por trás de Nosferatu —, o longa marcou a estreia do cineasta em Hollywood e arrebatou três estatuetas na primeiríssima cerimônia do Oscar, em 1929. A narrativa sobre tentação, culpa e reconciliação entre um fazendeiro e sua esposa é um marco estético da transição entre o cinema silencioso e o sonoro. A exibição na Mostra é um verdadeiro milagre da preservação: após o negativo original ter sido destruído em um incêndio nos estúdios da Fox na década de 1930, a película foi resgatada a partir de cópias internacionais e chega agora restaurada em deslumbrante resolução 4K.

 

Sob a batuta precisa do maestro Gustavo Petri, os 70 músicos da Brasil Jazz Sinfônica prometem dar nova dimensão dramática a cada enquadramento. A orquestra, gerida pela Fundação Padre Anchieta e conhecida por unir naipes eruditos ao calor de sua tradicional seção de ritmo e jazz, fará duas sessões especiais: na sexta-feira (23), às 20h, e na manhã de sábado (24), às 11h. Um daqueles programas raros e arrebatadores que nenhum apaixonado pela sétima arte pode deixar escapar.

 

 

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