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Ver todosNesta quinta-feira (18/6), o Arena dos Saberes recebe a atriz Clarice Niskier, que conversa com Gabriel Chalita sobre seu retorno aos palcos com o espetáculo A Esperança na Caixa de Chicletes Ping Pong, inspirado na obra de Zeca Baleiro. No quadro Terceiro Sinal, a convidada é a cantora e compositora Tiê, que relembra momentos marcantes da carreira e apresenta canções de seu novo álbum. O programa inédito vai ao ar às 20h, na TV Cultura.

Clarice compartilha sua visão sobre o teatro como espaço de encantamento e reconexão com a vida. Ao citar um trecho da peça, afirma: “A guerra quebra tudo que toca, a violência quebra tudo que toca. E a cultura reconstrói, nos reúne, nos integra”. A atriz também comenta uma curiosidade que inspirou o título do espetáculo: no Rio de Janeiro, “esperança” é o nome popular dado ao inseto conhecido como louva-a-deus.
Durante a entrevista, Clarice relembra ainda a trajetória de mais de duas décadas do premiado espetáculo A Alma Imoral, baseado no livro homônimo do rabino Nilton Bonder. Ela reflete sobre as histórias e transformações vividas ao longo dos mais de 20 anos em cartaz e recorda seu primeiro encontro com o autor, com quem construiu uma parceria duradoura. A atriz destaca também a importância da troca entre artistas e público para uma comunicação verdadeira e afetiva, além de falar sobre seu amor pelas palavras.
No quadro Terceiro Sinal, Tiê fala sobre sua trajetória artística, desde os tempos em que trabalhava com relações públicas e mantinha um brechó até a decisão de se dedicar integralmente à música.
A cantora relembra o encontro com Toquinho, conta como nasceu a parceria entre os dois e revela os aprendizados adquiridos ao longo dos anos ao lado do mestre da música brasileira. Tiê também comenta a pausa na carreira por questões de saúde, o retorno aos palcos e o lançamento de seus trabalhos mais recentes. Com sua aparente calmaria, ela revela: “Apesar da voz doce, sou uma pilha”. No programa, a artista apresenta canções de seu novo projeto autoral duplo: Esgotada e Amorosa.
De 30 de junho a 27 de setembro de 2026, o Museu de Arte Moderna de São Paulo e o Sesc São Paulo realizam a exposição Mire Veja: MAM São Paulo visita Sesc Bom Retiro, no centro da capital. Com curadoria de Valquíria Prates e Mirela Estelles, a mostra nasce do encontro entre os acervos das instituições, reunindo cerca de 50 obras de diferentes linguagens, suportes e períodos.
Como visitante, o museu integra obras de sua coleção (de artistas como Alberto da Veiga Guignard, Alfredo Ceschiatti, Amelia Toledo, Brígida Baltar, Cao Guimarães, Carlos Zilio, Emanoel Araujo, Franz Weissmann, German Lorca, Giuliana Giorgi, Heitor dos Prazeres, Labo & Rafaela Kennedy, Laura Vinci, Lenora de Barros, Lothar Charoux, Paulo Nenflidio, Pedro Motta, Rodrigo Braga, Rosângela Rennó, Sara Ramo, Xadalu Tupã Jekupe e Zimar) ao acervo já presente na unidade, sem alterar a configuração da instituição anfitriã. Obras que já habitam o edifício, entre elas trabalhos de Antonio Henrique Amaral, Artur Barrio, Cássio Vasconcellos, Claudio Tozzi, Cleber Machado, Eduardo Coimbra, Iran do Espírito Santo, Motta & Lima, Nelson Leirner, Paulo Bruscky, Rodrigo Andrade e Rubens Gerchman, passam a integrar a mostra sendo ressignificadas a partir desse novo contexto.
A exposição faz parte do programa MAM em Movimento, iniciativa que promove a circulação de obras do acervo do museu em diálogo com outros espaços e instituições culturais. Ao colocar essas duas coleções em convivência, Mire Veja propõe um diálogo entre diferentes modos de fazer instituição, construir narrativas e estabelecer relações com os públicos. Partindo da seleção de obras das duas instituições e ocupando toda unidade do Sesc Bom Retiro, a curadoria da mostra tem como interesse principal a possibilidade de investigar os modos como a mediação cultural trabalha publicamente seus acervos em ações específicas de curadoria, educação e comunicação de exposições de arte.
“Todo acervo começa com um gesto de escolha. Escolher guardar é também escolher o que permanece, o que será cuidado, pesquisado, documentado e mostrado ao longo do tempo”, explica Mirela Estelles, que também é coordenadora do MAM Educativo. “Partindo dessa reflexão, a mostra convida as pessoas a pensar sobre o que significa constituir, preservar e tornar público um conjunto de obras, evidenciando os processos, decisões e práticas que sustentam a vida pública da arte”, diz Mirela.
“A exposição convida o público a refletir sobre o que se busca transformar a partir do contato de pessoas com obras de arte em exposições, conversando sobre trabalhos de arte contemporânea e sobre as múltiplas camadas de experiência que podem ocorrer nas exposições”, continua Valquíria Prates. “O que se coloca em exposição são as obras e seus processos de criação, mas também as formas de mostrá-las, os dispositivos que as acompanham, os textos, os áudios, os livros, os materiais educativos e os próprios espaços por onde o público circula. Aqui, a obra é entendida como um campo aberto de relações intencionais, continuamente atualizado no encontro com cada visitante que esteja interessado em fazer parte dos processos de mediação de uma mostra de arte”, reflete a curadora, que investiga saberes e práticas colaborativas de mediação cultural em diferentes territórios, instituições e contextos sociais.
A exposição ocupa todo edifício onde parte do Acervo Sesc de Arte é exibido desde a abertura do Sesc Bom Retiro, contemplando também o espaço expositivo e a biblioteca da unidade. Corredores, escadas e áreas de convivência tornam-se parte do percurso, ampliando as possibilidades de encontro com as obras dos dois acervos e convidando o público a perceber a arte para além dos espaços expositivos musealizados.
Constituído desde os primeiros anos da instituição, o Acervo Sesc de Arte configura-se como uma importante ação institucional no campo das artes visuais, atuando simultaneamente como patrimônio cultural e suporte para ações educativas. Composto por obras de arte moderna, contemporânea e popular, o acervo teve momentos decisivos de formação nas décadas de 1970 e 1980 e segue, até hoje, em constante expansão por meio de aquisições e doações orientadas por critérios estéticos e históricos rigorosos.
Distribuído por todas as unidades do estado de São Paulo, o acervo se destaca por sua presença cotidiana: as obras permanecem em exibição permanente, muitas vezes em espaços de ampla circulação ou ainda em projetos site-specific, especialmente concebidos para os ambientes arquitetônicos das novas unidades. Dessa forma, o Acervo Sesc de Arte promove o encontro direto entre público e obra, integrando arte, arquitetura e território, e ampliando o acesso à produção artística em diálogo com o contexto social local.
“A opção por apresentar seu acervo artístico em espaços de circulação, é um gesto da instituição que visa aproximar a produção visual do cotidiano de seus frequentadores. Dessa forma, o Sesc São Paulo escolheu pela apresentação de sua coleção em locais improváveis – piscinas, ginásios, centrais de atendimento – permitindo que a arte esteja presente para além dos espaços dedicados” comenta Juliana Braga, gerente de Artes Visuais e Tecnologia do Sesc São Paulo, responsável pela gestão do Acervo Sesc de Artes.
A pesquisa de mediação cultural a partir de processos de educação e exposições ocupa a biblioteca da unidade, como espaço de exposição, pesquisa e mediação. Reunindo livros, materiais educativos, maquetes táteis e outros recursos desenvolvidos pelo MAM Educativo, esse ambiente expande a noção de acervo, evidenciando os conhecimentos, práticas e experiências que se constroem em torno das obras.
Ao colocar em diálogo obras, instituições, práticas curatoriais e ações educativas, Mire Veja: MAM São Paulo visita Sesc Bom Retiro propõe pensar as transformações dos acervos a partir dos contatos com seus públicos, considerando que cada vez que uma obra é mostrada, uma nova relação se torna possível a partir do que alguém percebe nela. E é nesse movimento contínuo entre guardar e mostrar, entre mirar e ver, que a arte se torna experiência de percepção e posicionamento no mundo.

Serviço:
Exposição: Mire Veja: MAM São Paulo visita Sesc Bom Retiro
Local: Sesc Bom Retiro
Curadoria: Valquíria Prates e Mirela Estelles
Abertura: Dia 30 de junho, 19h.
Período expositivo: 1 de julho a 27 de setembro de 2026.
Terça a sexta, 9h às 20h. Sábado, 10h às 20h.
Domingo e feriado, 10h às 18h.
Espaço Expositivo. Livre.
Endereço: Alameda Nothmann, 185 – Campos Elíseos, São Paulo – SP
Entrada: gratuita
Mais informações:
MAM São Paulo
Nunca houve tantas formas de conexão e, ao mesmo tempo, tantas dificuldades para criar vínculos profundos e duradouros. Em uma era marcada pela comunicação instantânea e pelas redes sociais, especialistas observam que muitas pessoas permanecem emocionalmente distantes, inseguras e solitárias, mesmo estando constantemente conectadas.

Segundo o psicólogo clínico Luti Christóforo, o sofrimento emocional relacionado aos relacionamentos afetivos tem aumentado significativamente nos consultórios. Ansiedade, medo de abandono, carência emocional, insegurança, dependência afetiva e dificuldade de comunicação estão entre as principais queixas de casais e também de pessoas solteiras que desejam viver relações saudáveis, mas encontram dificuldade em estabelecer conexões emocionalmente estáveis.
Um dos conceitos que ajudam a compreender esse cenário é o de “relacionamentos líquidos”, criado pelo sociólogo Zygmunt Bauman. A teoria descreve relações frágeis, superficiais e instáveis, marcadas pela dificuldade de compromisso e pela tendência de substituir pessoas rapidamente diante de frustrações, conflitos ou dificuldades naturais da convivência humana.
De acordo com Luti, muitas pessoas desejam viver grandes histórias de amor, mas apresentam medo da profundidade emocional que um relacionamento verdadeiro exige. “Muitas pessoas querem intensidade, mas sem paciência. Querem conexão, mas sem vulnerabilidade. Querem presença, mas sem responsabilidade afetiva”, afirma o psicólogo.
Os aplicativos de namoro e as redes sociais também transformaram profundamente a forma como as pessoas se relacionam. Se por um lado aproximaram pessoas que talvez nunca se encontrassem, por outro criaram a sensação constante de que sempre existe alguém “melhor” disponível. Para especialistas, isso contribui para relações mais descartáveis e emocionalmente frágeis.
Outro comportamento cada vez mais comum é o chamado ghosting, quando uma pessoa desaparece sem explicações após criar um vínculo afetivo. Para quem sofre esse afastamento repentino, as consequências emocionais podem ser profundas, provocando rejeição, ansiedade, baixa autoestima e insegurança emocional.
As redes sociais também intensificaram as comparações dentro dos relacionamentos. Muitos casais passam a acreditar que relações felizes são perfeitas o tempo todo, criando padrões irreais de felicidade. “As pessoas acabam comparando sua vida real com recortes idealizados da internet, o que gera cobranças excessivas e frustração constante dentro das relações”, explica Luti.
Outro ponto observado pelo especialista é o crescimento silencioso da solidão emocional. Existem pessoas acompanhadas que se sentem profundamente sozinhas, além de casais que convivem diariamente, mas perderam a capacidade de dialogar, ouvir, acolher e se conectar emocionalmente de forma verdadeira.
Além disso, muitos adultos carregam para seus relacionamentos feridas emocionais antigas. Traumas, abandono, rejeições, baixa autoestima e inseguranças acabam interferindo diretamente na forma de amar. “Pessoas emocionalmente feridas muitas vezes desenvolvem medo de confiar, excesso de ciúme, necessidade constante de validação ou dificuldade de se entregar emocionalmente”, destaca.
Para o psicólogo, relacionamentos saudáveis exigem maturidade emocional. “Amar não é apenas sentir. Amar também envolve diálogo, empatia, respeito, paciência, responsabilidade afetiva e disposição para enfrentar dificuldades sem transformar qualquer frustração em motivo para desistir”, finaliza.
A tradicional Festa das Nações de Arujá, que ocorre todos os anos na Praça do Coreto (Rua Prudente de Moraes, Centro), em comemoração ao aniversário da cidade — este ano festejando os 174 anos do município —, retorna a partir desta quinta-feira (18) com as atrações de sua segunda semana. O evento estende-se ao longo de todo o final de semana, repleto de atrações culturais, musicais e entretenimento para toda a família. A Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e sob o selo do programa “Arujá Aqui Tem Cultura”, preparou um cronograma completo de apresentações gratuitas.
A abertura deste ciclo de festividades acontece na quinta-feira (18) de junho, trazendo ritmos marcantes para o público central. A noite musical começa cedo, às 19 horas, com o show da banda Tree Vibration. Na sequência, a partir das 21 horas, o palco principal recebe a Banda Ralé com um empolgante e saudosista “Tributo ao Charlie Brown”, que promete reviver a energia e os grandes sucessos da icônica banda de rock nacional (Charlie Brown Jr.), abrindo o final de semana em alto e bom som.
Já na sexta-feira (19), o tom da comemoração expressa a tradição e a emoção em razão do mês de aniversário do município com uma maratona de apresentações a partir do fim da tarde. Às 18 horas, os alunos e músicos do Polo Barreto iniciam a noite. Às 19 horas, o espaço recebe a tradicional apresentação do Coral, organizada pelo Centro de Convivência do Idoso (CCI). Logo após, às 19h30, o ritmo do samba toma conta com o Pagode do Frango. A noite ainda conta com a energia do Fitdance às 21 horas e se encerra de forma especial às 21h30 com a apresentação do jogo do Brasil x Haiti, pela Copa do Mundo, no telão localizado na praça.
O sábado (20) reserva também uma agenda intensa e diversificada. A programação artística começa às 17 horas com as apresentações da Escola de Dança. Às 18 horas, o público confere o ritmo do Sampa Tribal, seguido pelas apresentações integradas de Estrela Girl e JDance a partir das 19 horas. Para coroar o encerramento da noite com chave de ouro, o renomado grupo Samprazer sobe ao palco por volta das 21 horas, trazendo o melhor do pagode nacional para sacudir o público arujaense.
Para fechar a segunda semana de festas com chave de ouro, o domingo (21) contará com uma grade repleta de diversidade musical para toda a família. O dia de lazer começa às 17 horas com o concerto especial da Banda Sinfônica Municipal. Às 18 horas, quem assume o palco é o músico Vih Banks, preparando o terreno para a dupla Aliny e Sérgio, que se apresenta às 19 horas. O grande encerramento da noite fica por conta do show internacional de tributo “ABBA Majestat”, marcado para as 21 horas, revivendo os maiores clássicos do pop mundial.
Além de toda a programação artística e cultural gratuita, o público poderá desfrutar de uma ampla e variada praça de alimentação. As barracas com delícias gastronômicas de 13 países e regiões ficam abertas, todos os dias, das 12 à meia-noite, na Praça do Coreto, oferecendo uma verdadeira viagem de sabores aos visitantes.

O Sebrae-SP Alto Tietê promove o primeiro Encontro de Empretecos de 2026. O evento é voltado para pessoas que participaram de alguma edição do Seminário Empretec, iniciativa criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) e aplicada no Brasil com exclusividade pelo Sebrae. A reunião, com vagas limitadas, será realizada no dia 1º de julho, às 19 horas, em Mogi das Cruzes, e contará com palestra magna de Claudio Forner, painel com cases de sucesso e momentos de networking entre os participantes.
O objetivo do encontro é estimular novas conexões, gerar oportunidades de negócios, reforçar a importância do aprendizado contínuo e fortalecer a comunidade empreteca. Para participar, é necessário realizar a inscrição pelo link https://inscricao.sebraesp.com.br/produto/turma/38710332.
A palestra “Empretecos em Movimento – Empreender em Tempos de Transformação”, ministrada por Claudio Forner, referência nacional como facilitador do Empretec e conselheiro de Roberto Justus no programa O Aprendiz, abordará temas relacionados ao sucesso dos negócios. O conteúdo destacará a importância do networking de valor como estratégia de crescimento, além de proporcionar novos insights, aprendizados e inspiração para os empresários, fortalecendo a mentalidade empreendedora.
O Empretec é um seminário comportamental voltado à formação do perfil empreendedor, especialmente no desenvolvimento de competências ligadas à liderança.
“Em um cenário de constantes mudanças no mercado, manter viva a essência empreendedora, fortalecer conexões estratégicas e continuar evoluindo são diferenciais fundamentais para empresários que desejam crescer de forma sustentável. Este será um momento de reencontro, fortalecimento da comunidade empreteca e valorização das atitudes empreendedoras que impulsionam resultados dentro e fora das empresas”, destaca a gestora regional do Empretec no Alto Tietê, Priscila Tanihara.
O seminário é voltado ao fortalecimento de competências empreendedoras por meio de uma capacitação intensiva. A metodologia é baseada em atividades práticas e dinâmicas, estruturadas em torno de dez Características de Comportamento Empreendedor (CCEs): Busca de Oportunidade e Iniciativa, Correr Riscos Calculados, Exigência de Qualidade e Eficiência, Persistência, Comprometimento, Busca de Informações, Estabelecimento de Metas, Planejamento e Monitoramento Sistemático, Persuasão e Rede de Contatos e Independência e Autoconfiança.
O encontro será realizado no Centro Universitário Braz Cubas, localizado na Avenida Prefeito Carlos Ferreira Lopes, 1.233, Vila Mogilar, em Mogi das Cruzes. Para mais informações, os interessados podem entrar em contato pelos telefones (11) 4723-4510, opção 2, ou (11) 4723-4526.

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O produtor musical Leonardo Gomes analisa a sua trajetória de nove anos no movimento hip hop e a evolução da produção independente na região de Suzano. No bate-papo, ele partilha como começou na cultura urbana através da influência de familiares, os desafios de montar o seu próprio estúdio (Forjados Music Studio) e a transição da carreira de cantor para a de produtor focado na autenticidade artística em 2026.













