“Acolher com o Coração” – programa de apadrinhamento

Postado em 26 de maio de 2026

 

Suzano lança programa de apadrinhamento para transformar realidade de crianças e adolescentes

Cerimônia realizada nesta terça-feira (26/06) celebra novo ciclo da iniciativa ‘Acolher com o Coração’, que já cadastra interessados em participar

 

O trabalho voltado a crianças e adolescentes atendidos em serviços de acolhimento de Suzano alcançou um novo patamar nesta terça-feira (26/05) com o lançamento do programa de apadrinhamento “Acolher com o Coração”, fruto de uma parceria entre a administração municipal e a 1ª Vara da Infância e Juventude da Comarca da cidade. A cerimônia, realizada no Anfiteatro Orlando Digenova, no centro, celebrou o início do novo ciclo da iniciativa, que já cadastra interessados por meio do link http://bit.ly/ProgramaDeApadrinhamento.

 

A partir deste momento, o programa, que já era desenvolvido no âmbito local, passa a ser potencializado por meio da ampliação das modalidades de apadrinhamento, que aumentam as possibilidades de vínculo entre cidadãos e empresas com os munícipes de zero a 18 anos que vivem nos três serviços de acolhimento institucional que funcionam na cidade.

 

 

As perspectivas que se abrem para transformação da realidade de crianças e adolescentes mobilizaram autoridades municipais, que participaram deste momento tão simbólico, incluindo o prefeito Pedro Ishi; a presidente do Fundo Social de Solidariedade, primeira-dama Déborah Raffoul Ishi; o vice-prefeito Said Raful; o presidente da Câmara de Suzano, Artur Takayama; o secretário municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, Geraldo Garippo; o juiz da 1ª Vara da Infância e Juventude da Comarca de Suzano, Heitor Moreira de Oliveira; o promotor Eduardo Correia Adão da Silva; e a defensora pública Cristiane da Cruz Oliveira.

 

A importância da sistematização deste programa, que passa a funcionar mediante os parâmetros instituídos no artigo 2º da Portaria 01/2025 da Vara da Infância e Juventude local, foi devidamente comprovada pela psicóloga Sabrina Almeida, que é de um dos serviços de acolhimento que funcionam em parceria com a prefeitura.

 

Durante a atividade, a profissional trouxe argumentos e dados que mostram como as diferentes modalidades de apadrinhamento, incluindo a que traz o vínculo afetivo, podem ser determinantes para o futuro de crianças e adolescentes que não se enquadram no perfil mais procurado para adoção, como os que estão na faixa etária que fica entre os 5 aos 17 anos.

 

 

Para ilustrar o cenário, foram compartilhados números que demonstram as dificuldades encontradas para que essa realidade possa ser transformada. Conforme destacado, os dados do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA), das 34,4 mil pessoas pretendentes a adotar no Brasil, apenas 0,3% tem interesse em optar por adolescentes.

 

Na realidade local, 57 munícipes estão neste momento sendo acolhidos nos três serviços de convivência, sendo que 13 não tem o perfil que é mais procurado para adoção. Este é justamente o público para o qual se buscam os padrinhos afetivos, com os quais poderão ser estabelecidos vínculos de convivência de fato, com encontros periódicos que poderão ser alinhados junto à Vara da Infância e Juventude.

 

 

Outras modalidades

 

Esse novo ciclo de atividades do programa não traz como novidade apenas a sistematização por meio de um instrumento jurídico específico, mas também amplia as possibilidades de apadrinhamento, não apenas o vínculo afetivo, como outros tipos de vínculos, que podem contemplar todos os 57 acolhidos com o desenvolvimento educacional e profissional e estrutura para os próprios serviços de acolhimento. Tudo isso visa prepará-los para maioridade, mercado de trabalho e autonomia na vida adulta.

 

Uma das modalidades é a “prestação de serviços”, que permite que profissionais ou pessoas jurídicas possam contribuir com atividades relacionadas à cultura, lazer, educação, saúde ou formação profissional, dentro ou fora da instituição, alinhadas à sua área de atuação, mediante plano de atividades previamente definido.

 

 

Outra possibilidade é o “suporte financeiro”, que proporciona que os padrinhos colaborem com cursos profissionalizantes, reforço escolar, práticas esportivas, aprendizado de idiomas e outras necessidades específicas dos apadrinhados.

 

Há ainda o “apoio material”, que garante a doação de recursos, equipamentos, utensílios, móveis e outros bens às crianças, adolescentes, suas famílias ou às instituições de acolhimento. Já o “desenvolvimento educacional e profissional” permite que padrinhos patrocinem cursos profissionalizantes, vagas de estágio ou aprendizagem, respeitando a legislação vigente sobre o trabalho protegido de adolescentes.

 

 

Crédito das fotos: Wanderley Costa/Secop Suzano

[DISPLAY_ULTIMATE_SOCIAL_ICONS]
Algum comentário?
27/05/2026 04:09:51