Práticas antirracistas na rede pública
Postado em 26 de setembro de 2026

Para transformar a educação antirracista de um ato pontual em uma política permanente, as redes de ensino precisam integrar o tema ao cotidiano escolar e tomar decisões baseadas em dados. A orientação foi apresentada pela Dra. Cléa Maria Ferreira (PUC-Rio/USP) durante a quarta sessão do 7º Fórum Internacional de Educação do Alto Tietê, transmitida ao vivo nesta quarta-feira (23).
A palestrante ressaltou que as disparidades raciais começam nas dinâmicas de sala de aula — no acolhimento, na atenção dedicada e nas oportunidades de participação concedidas aos alunos. Para combater essa discrepância invisível, a educadora defendeu a análise de indicadores com recorte racial, a diversificação de autores nos currículos e a formação contínua de professores e funcionários. Ela também reforçou a necessidade de protocolos rígidos para acolhimento de vítimas e responsabilização pedagógica de agressores.
Durante o debate com gestores da região, Cléa Maria sugeriu que municípios de menor porte utilizem a articulação regional para compartilhar soluções viáveis, respondendo ao questionamento de Nair Ferreira, secretária de Igaratá. Na sequência, a secretária adjunta de Guararema, Aline Amorim Marques, destacou o trabalho local na redução de assimetrias que resultou na conquista do prêmio Valor Aluno Ano Resultado (VAAR).
O evento é promovido pelo CONDEMAT+ com coordenação do IBSA e apoio da Unesco. A sessão de encerramento será realizada na próxima quarta-feira (30), das 19h às 21h, abordando os “Desafios para o Futuro da Escola Pública”.





