No limite

Postado em 05 de maio de 2013

 

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Não adianta prender, se lá dentro ( na cadeia) eles aprendem, se aprimoram ainda mais. Lá é um estágio, uma escola, e aqui fora eles fazem residência.

 

Apesar da dor de perder uma filha de uma forma tão brutal, com muita serenidade, equilíbrio e educação com os repórteres, a mãe da dentista Cinthya Magaly Moutinho de 47 anos externou sua revolta ao falar sobre o assassinato da filha. É apenas mais uma mãe, vítima da violência urbana, que cresçe a cada dia mais.

 

Um trio de bandidos invadiu a Rua Copacabana em São Bernardo, não encontrando o dinheiro esperado, como num ato de revolta, de forma covarde atearam fogo na filha da dona Risoleide, pondo fim à uma história de vida de uma pessoa boa, trabalhadora, e por outro lado, ao menos para os bandidos, a confirmação de que no Brasil, ser menor bandido não dá em nada. Essas tais “crianças”, como alguns gostam de dizer, de uma forma cruel, acabam sendo os mais brutais e despreocupados em suas tão sórdidas e covardes ações, pois sabem da famosa blindagem que possuem perante à nossa legislação.

 

Com isso, abre-se a discussão sobre a redução da maioridade penal. Objetivamente, seria a saída para a solução no que se refere ao resultado obtido, que são os crimes? Ou deveria também existir programas paralelos para que se pudesse potencializar o restabelecimento da ordem social, nos devolvendo, ao menos, um pouco da sensação de paz e justiça? Se um menor pode decidir os rumos do país através do voto, por qual motivo não pode ser punido por um crime que comete?

 

São várias perguntas e poucas são as respostas. Efetivamente, se os três poderes de Brasília fossem eficazes, rápidos e soberanos em suas decisões, muita coisa podeira mudar. Ohhh, me desculpem, eles são rápidos e soberanos sim, mas apenas para tratar de matérias de seus interesses, tais como os aumentos de salários e benefícios. Para quem é fã como eu do programa CQC, é fácil ver como os políticos de Brasília são escorregadios nas respostas que os colocam na berlinda.

 

Como brasileiro, espero realmente que o novo código penal seja concluído e que entre logo em vigor de forma completa, eficaz e que puna à todos, independente da função que exerçam, da idade que tenham ou sei lá qual for a brecha jurídica que possa existir. Como brasileiro, não aguento mais tanta violência e tanta impunidade. Até quando conseguiremos viver no limite?

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Sidnei Eclache

sidneieclache@hotmail.com

(21) 8175-5448

 

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